Angústia: Um diálogo entre Heidegger, Freud e Lacan
DOI:
https://doi.org/10.71101/rtp.58.944Resumo
Apesar de seguirem de diferentes trajetórias, tanto Heidegger – em suas investigações filosóficas (fenomenologia hermenêutica) – quanto Freud – em sua teoria clínica (psicanálise) – se interrogaram sobre a angústia. Ao acompanhar o caminho trilhado por ambos em suas pesquisas, verifica-se certa aproximação conceitual sobre tal afeto, mesmo partindo de áreas do saber tão distintas. Quase quatro décadas depois, Lacan retorna à discussão sobre a angústia, acrescentando a seu constructo psicanalítico um caráter existencial e originário. Assim, verifica-se um enlace de convergências conceituais nas teorias dos três autores sobre a angústia, dentre as quais almeja-se, aqui, articular um diálogo. Primeiramente, realizou-se uma explanação das compreensões de Heidegger, Freud e Lacan sobre a angústia, considerando os fundamentos envolvidos em cada vertente. Por fim, estabeleceu-se um paralelo entre as perspectivas, revelando-se que, para além das diferenças, as semelhanças não são raras – essencialmente, as teorias chegam ao mesmo lugar: a angústia, em seu caráter originário e universal, inexoravelmente relacionada a uma indeterminação fundamental e constitutiva.
Palavras-chave: Angústia; Heidegger; Freud; Lacan.
