Angústia: Um diálogo entre Heidegger, Freud e Lacan

Autores

DOI:

https://doi.org/10.71101/rtp.58.944

Resumo

Apesar de seguirem de diferentes trajetórias, tanto Heidegger – em suas investigações filosóficas (fenomenologia hermenêutica) – quanto Freud – em sua teoria clínica (psicanálise) – se interrogaram sobre a angústia. Ao acompanhar o caminho trilhado por ambos em suas pesquisas, verifica-se certa aproximação conceitual sobre tal afeto, mesmo partindo de áreas do saber tão distintas. Quase quatro décadas depois, Lacan retorna à discussão sobre a angústia, acrescentando a seu constructo psicanalítico um caráter existencial e originário. Assim, verifica-se um enlace de convergências conceituais nas teorias dos três autores sobre a angústia, dentre as quais almeja-se, aqui, articular um diálogo. Primeiramente, realizou-se uma explanação das compreensões de Heidegger, Freud e Lacan sobre a angústia, considerando os fundamentos envolvidos em cada vertente. Por fim, estabeleceu-se um paralelo entre as perspectivas, revelando-se que, para além das diferenças, as semelhanças não são raras – essencialmente, as teorias chegam ao mesmo lugar: a angústia, em seu caráter originário e universal, inexoravelmente relacionada a uma indeterminação fundamental e constitutiva.

Palavras-chave: Angústia; Heidegger; Freud; Lacan.

Biografia do Autor

Mirna Nunes Araújo, UERJ

Graduada em Psicologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ

Ligia Furtado de Mendonça, UERJ

Professora Adjunta do Departamento de Psicanálise do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ

Ana Maria Lopez Calvo de Feijoo, UERJ

Professora Titular do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ

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Publicado

27-03-2026

Como Citar

Nunes Araújo, M., Furtado de Mendonça, L., & Lopez Calvo de Feijoo, A. M. (2026). Angústia: Um diálogo entre Heidegger, Freud e Lacan. Revista Tempo Psicanalítico, 58, e-944. https://doi.org/10.71101/rtp.58.944

Edição

Seção

Artigos