Agressividade: o diagnóstico na infância e suas controvérsias
DOI:
https://doi.org/10.71101/rtp.57.939Resumo
O presente artigo tem como objetivo discutir a agressividade na infância a partir de duas diferentes abordagens: a visão dita a-teórica do DSM-5 e a visão teórica da psicanálise freudiana. Questiona sobre a centralidade da agressividade nos diagnósticos em sua relação com os possíveis ideários de normal e patológico que atravessam a infância nesses discursos. Em relação ao manual, foi realizada uma busca do radical “agress” que leva aos termos “agressividade”, “agressivo”, “agressivos” e “agressão” na sua versão virtual. Em relação à obra freudiana, foi efetuada uma leitura longitudinal da agressividade em relação aos seus principais textos. A partir desses levantamentos, o artigo conclui que ambas as abordagens oferecem ideários de infância, ainda que no manual os comportamentos ditos disfuncionais não aludam diretamente a uma teoria de desenvolvimento.
Palavras-chave: agressividade, infância, diagnóstico, psicanálise, DSM-5.
