Das leis às normas de gênero: rumo à ressignificação queer do simbólico
DOI:
https://doi.org/10.71101/rtp.57.891Resumo
Este artigo pretende, em primeiro lugar, debruçar-se sobre as críticas ao entendimento do conceito de simbólico ou ordem simbólica em Lacan como um a priori fálico universal que regula a sexuação; e, em segundo, explorar as possibilidades de desconstrução e de subversão de alguns pressupostos e leis rígidos e determinísticos do estruturalismo lacaniano, contrapondo-os à proposta da teoria queer de entender as normas de subjetivação como sempre contingentes e abertas à mutação. Esse deslocamento de perspectiva nos oferece a possibilidade de pensar sobre como transformar o gênero e a sociedade que compartilhamos, em direção ao acolhimento da alteridade e da multiplicidade de sujeitos e de corpos.
Palavras-chave: simbólico; estruturalismo; psicanálise; teoria queer; gênero
