Midiatização e linguagem: poesia, pensamento e resistência na era do capitalismo informatizado

Autores

  • Eduardo Francelino de Carvalho Universidade Federal do Ceará

DOI:

https://doi.org/10.71101/rtp.54.735

Resumo

No presente artigo são articuladas ideias de pensadores como Gilles Deleuze, Felix Guattari, Franco Berardi, Michel Hardt e Toni Negri em torno do problema da comunicação e dos dispositivos técnico-informacionais operantes na atualidade, para mostrar de forma suscinta como problematizam, criticam e respondem a alguns problemas levantados nesse domínio. No contexto das sociedades de controle e do Império, o capitalismo funciona, sobretudo, como um operador semiótico que transforma e condiciona profundamente os processos de subjetivação dos indivíduos a partir do trabalho, da linguagem, das relações e dos afetos. Diante disso, em um primeiro momento do texto, será mostrado como a filosofia de Deleuze se compõe em grande medida como uma resistência a esse poder de subjetivação, especialmente no que diz respeito às formas de comunicação mobilizadas por ele e, em um segundo momento, como Franco Berardi, dando continuidade a essa crítica, propõe uma insurreição da linguagem em relação aos efeitos do capitalismo financeiro e informatizado sobre a vida dos indivíduos, evocando uma recusa ou calote poético promovido contra esses dispositivos de poder.

Biografia do Autor

Eduardo Francelino de Carvalho, Universidade Federal do Ceará

Graduado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará – UECE em 2007. Mestre em Filosofia pela Universidade Federal do Ceará – UFC, na área de pesquisa Ética e Filosofia política.

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Publicado

08-12-2022

Como Citar

Carvalho, E. F. de. (2022). Midiatização e linguagem: poesia, pensamento e resistência na era do capitalismo informatizado. Revista Tempo Psicanalítico, 54(2), 275–295. https://doi.org/10.71101/rtp.54.735

Edição

Seção

Volume 1