A multidão das dissidências de gênero e a clínica psicanalítica

Autores

  • Eduardo Leal Cunha Universidade Federal de Sergipe

DOI:

https://doi.org/10.71101/rtp.54.730

Resumo

Pretende-se discutir o horizonte ético político de uma clínica que se articula à ideia de uma multidão de minorias a partir da consideração de experiências transidentitárias, ancoradas na recusa da norma binária de gênero. Para tanto, parte-se de uma breve consideração histórica da apropriação psicanalítica da dita transexualidade, indicando deslocamentos entre a figura do dito transexual verdadeiro, descrita por Robert Stoller, e as formas contemporâneas de dissidências de gênero para em seguida determo-nos na crítica a um aspecto central de tal apropriação: a ênfase no modelo diagnóstico-etiológico. Por fim, propomos a consideração da clínica psicanalítica como campo de experimentação ética, sustentado por uma atitude crítica que interrogue permanentemente as formas hegemônicas de subjetivação e de laço social.

Biografia do Autor

Eduardo Leal Cunha, Universidade Federal de Sergipe

Psicólogo e Psicanalista. Doutor em Saúde Coletiva (IMS/UERJ) e Mestre em Teoria Psicanalítica (IP/UFRJ). Professor do Dep. de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Sergipe e Pesquisador Associado do CRPMS (Centro de Pesquisas em Psicanálise, Medicina e Sociedade) da Université Paris Cité.

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Publicado

08-12-2022

Como Citar

Cunha, E. L. (2022). A multidão das dissidências de gênero e a clínica psicanalítica. Revista Tempo Psicanalítico, 54(2), 161–180. https://doi.org/10.71101/rtp.54.730

Edição

Seção

Volume 1