Devir-onça: “Meu tio Iauaretê”, de João Guimarães Rosa

Autores

  • Maria Cristina Franco Ferraz Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.71101/rtp.54.727

Resumo

O conto de João Guimarães Rosa intitulado “Meu tio o Iauaretê”, publicado em 1961, permanece um texto singular da literatura brasileira. Por meio de um monólogo em situação dialógica, em um português oral sarapintado por expressões e termos em tupi, realiza-se o devir-onça de um ex-matador de onças que nelas encontra seu povo, seus parentes. A leitura enfatiza o caráter indomesticável desse texto ficcional e suas implicações antimetafísicas e políticas.

Biografia do Autor

Maria Cristina Franco Ferraz, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Profa. Dra. Maria Cristina Franco Ferraz é mestre em Letras (PUC-RJ), doutora em Filosofia (Universidade de Paris I-Sorbonne), com três estágios pós-doutorais em Berlim. Professora Titular da ECO/ UFRJ. Autora dos livros: Nietzsche, o bufão dos deuses (Rio de Janeiro e Paris), Platão: as artimanhas do fingimento (Rio de Janeiro e Lisboa), Nove variações sobre temas nietzschianos (Rio), Homo deletabilis - corpo, percepção, esquecimento: do século XIX ao XXI (Rio de Janeiro e Paris), Ruminações: cultura letrada e dispersão hiperconectada (Rio) e, em colaboração com Ericson Saint Clair, Para além de Black Mirror: estilhaços distópicos do presente (São Paulo: n-1, 2020).

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Publicado

10-12-2022

Como Citar

Ferraz, M. C. F. (2022). Devir-onça: “Meu tio Iauaretê”, de João Guimarães Rosa. Revista Tempo Psicanalítico, 54(2). https://doi.org/10.71101/rtp.54.727

Edição

Seção

Volume 1