Devir-onça: “Meu tio Iauaretê”, de João Guimarães Rosa
DOI:
https://doi.org/10.71101/rtp.54.727Resumo
O conto de João Guimarães Rosa intitulado “Meu tio o Iauaretê”, publicado em 1961, permanece um texto singular da literatura brasileira. Por meio de um monólogo em situação dialógica, em um português oral sarapintado por expressões e termos em tupi, realiza-se o devir-onça de um ex-matador de onças que nelas encontra seu povo, seus parentes. A leitura enfatiza o caráter indomesticável desse texto ficcional e suas implicações antimetafísicas e políticas.
